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Biologia Molecular no Rastreamento das Neoplasias Cervicais Uterinas.

Rocha GA, Melo VH
FEMINA Março 2010 vol 38 nº 3
Número: 758 / Publicado em 19/06/2012 - 08:36

O câncer cervical é o segundo mais comum em mulheres no Brasil e no mundo. A maioria dos casos de morte ocorre em países em desenvolvimento, onde o câncer cervical é responsável por 15% das neoplasias malignas em mulheres. A redução dessa mortalidade representa um grande desafio na atualidade e grandes esforços têm sido feitos para que se consiga um diagnóstico mais precoce e efetivo das lesões cervicais. Baseado nas evidências de que a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) seja a causa primária do câncer cervical, a pesquisa de tipos carcinogênicos foi recentemente introduzida como método de rastreamento das neoplasias cervicais em alguns países. Esta revisão teve por objetivo avaliar a aplicabilidade da detecção do HPV como forma de rastreamento primário das neoplasias cervicais, comparando a sensibilidade e a especificidade dos testes de biologia molecular com o exame de Papanicolaou, bem como os custos e o impacto destes testes sobre a morbimortalidade da doença.

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Obesidade e Complicações Gestacionais.

Frattesi FF, Corrêa Júnior MD
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 757 / Publicado em 19/06/2012 - 08:37

A população de obesos entre as mulheres na menacme tem aumentado de maneira assustadora nos últimos anos. A consequência é o aumento da incidência de gestantes obesas com elevado risco cardiometabólico e sujeitas a intercorrências perigestacionais. A assistência pré-natal nesse grupo de gestantes é precária devido à falta de equipe multidisciplinar preparada e material adequado. O profissional que assiste a gestante obesa deve ter como objetivo principal prevenir e intervir em tempo hábil nas intercorrências às quais mãe e feto estão sujeitos durante o período perigestacional. Ele deve estar livre de preconceitos e tentativas exageradas e inadequadas de perda de peso durante a gestação da paciente. O alvo principal da abordagem multidisciplinar é o preparo da gestante para mudança de seu estilo de vida familiar sabendo que a obesidade é uma doença de transmissão interpessoal de hábitos. A associação de riscos potenciais para mãe e feto à obesidade é bem estabelecida, mas o conhecimento desses riscos e a condução da gestação de maneira adequada são pouco praticados. O presente artigo buscou contribuir para melhora da assistência pré-natal das gestantes obesas juntamente com a criação de grupos multidisciplinares para condução dessas pacientes.

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Suporte da Fase Lútea.

Martins WP
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 756 / Publicado em 19/06/2012 - 08:38

Em mulheres que desejam engravidar, uma função adequada do corpo lúteo é importante tanto para melhorar a receptividade endometrial quanto para garantir a manutenção da gestação inicial. Uma produção de progesterona insuficiente pelo corpo lúteo poderia, então, levar tanto à infertilidade quanto a repetidas perdas gestacionais precoces. A maneira mais utilizada atualmente para se realizar o diagnóstico é por meio da biópsia do endométrio, método mostrado por estudos atuais como inadequado para o diagnóstico da síndrome. Esta revisão de literatura buscou juntar informações baseadas nas melhores evidências atuais sobre o diagnóstico de insuficiência do corpo lúteo e, principalmente, sobre tratamentos propostos como suporte na fase lútea para mulheres que desejam engravidar.

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Revisão da Literatura sobre Recomendações de Utilização de Edulcorantes em Gestantes Portadoras de Diabetes mellitus.

Saunders C, Padilha PC, Lima HT, Oliveira LM, Queiroz JA, Theme MLM
Femina Abril 2010 vol 38 nº 4
Número: 755 / Publicado em 19/06/2012 - 08:39

Atualmente, o aspartame é alvo de várias críticas, porém a American Diabetes Association (ADA), revisando as evidências científicas acerca da inocuidade do aspartame, declara que o edulcorante não é carcinogênico e não está associado a desordens neurológicas. Quanto à sacarina, alguns autores recomendam restrição do consumo desta por gestantes, devido à falta de informações conclusivas sobre possíveis efeitos no desenvolvimento fetal, além das poucas evidências sobre seu efeito transplacentário e transmamário. A ADA não recomenda o uso do esteviosidio como edulcorante. Os edulcorantes não-calóricos atualmente aprovados para uso pela população em geral, incluindo as gestantes são: aspartame, acesulfame-K, sacarina, sucralose e neotame.

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Indução do Trabalho de Parto: Conceitos e Particularidades.

Souza ASR, Costa AAR, Coutinho I, Noronha Neto C , Amorim MMR
Femina Abril 2010 vol 38 nº 4
Número: 754 / Publicado em 19/06/2012 - 08:39

O manejo das pacientes em indução do parto deve ser cuidadoso, observando-se as principais contraindicações, os riscos e as precauções. São contraindicações absolutas para indução do parto: a presença de causas obstrutivas do parto, o risco de morbidade perinatal grave e o risco materno. As contraindicações relativas são: frequência cardíaca fetal não-tranquilizadora, macrossomia fetal, gestação gemelar, apresentação pélvica, doença cardíaca materna, polidrâmnio, grande multiparidade, oligo-hidrâmnio e cesariana segmentar anterior.

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Análise Crítica dos Métodos Não-Farmacológicos de Indução do Trabalho de Parto.

Souza ASR, Costa AAR, Coutinho I, Noronha Neto C , Amorim MMR
Femina Abril 2010 vol 38 nº 4
Número: 753 / Publicado em 19/06/2012 - 08:40

A indução do trabalho de parto tem se tornado prática corrente na Obstetrícia moderna. Vários métodos têm sido propostos, e dentre eles os não-farmacológicos merecem destaque. Estes métodos podem ser classificados como naturais e artificiais. Os estudos realizados para avaliar os diversos métodos naturais, como homeopatia, acupuntura, óleo de rícino, enema, banho quente de imersão, relações sexuais e estimulação mamária para indução do trabalho de parto, são heterogêneos e ainda não existe evidência suficiente de que possam ser utilizados na prática clínica.

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Doenças Malignas Ovarianas: Importância Atual da Ultrassonografia no Rastreamento e Manejo Terapêutico.

Lima JC, Mauad Filho F , Martins WP, Nicolau LGC, Gallarreta FMP, Barra DA, Mauad FM
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 752 / Publicado em 19/06/2012 - 08:20

A ultrassonografia transvaginal é um método largamente utilizado na prática ginecológica, associada à história clínica, exame físico e marcadores tumorais, em especial a dosagem de CA-125, na propedêutica ovariana. As neoplasias malignas ovarianas possuem caráter mundial, distribuindo-se em todas as faixas etárias, em especial na pós-menopausa. Têm grande impacto na morbi-mortalidade dessas pacientes, por ser considerada uma patologia “silenciosa”, de difícil detecção precoce. Há um crescente interesse, nos últimos anos, na tentativa de melhorar o diagnóstico e prognóstico nessa doença. Nesta atualizada revisão de literatura, apresentam-se graus de evidências científicos quanto à importância da ultrassonografia como método de rastreamento, na programação cirúrgica adequada e, o estudo Doppler e tridimensional das massas anexiais.

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Tratamento da Endometriose Associada à Infertilidade - Revisão da Literatura.

Crosera AMLV, Vieira CHF, Samama M, Martinhago CD, Ueno J
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 751 / Publicado em 19/06/2012 - 08:21

A endometriose é uma desordem estrogênio-dependente definida pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, e é uma das principais causas de infertilidade feminina. A melhor escolha para seu tratamento, associado à infertilidade, ainda permanece obscura. As evidências científicas disponíveis indicam que a supressão da função ovariana, apenas com o tratamento hormonal, não melhora as taxas de gravidez. O tratamento cirúrgico é, entretanto, provavelmente eficaz em todos os estágios da doença. Nos casos de endometriose mínima e leve, corrigida cirurgicamente e com anatomia pélvica normal, a inseminação intrauterina (IIU), acompanhada de hiperestímulo ovariano controlado, é recomendada. Em casos de endometriose avançada, especialmente se estiver associada a alterações tubárias, fatores masculinos ou falha de tratamento prévio, após laparoscopia, a melhor opção é a Fertilização in vitro (FIV). O sucesso pode ser maior com o tratamento de análogos de gonadotropina (GnRH) de três a seis meses antes da FIV. Finalmente, é importante ressaltar que as recomendações acima deverão ser revistas à medida que estudos clínicos randomizados e controlados mostrarem evidências mais concretas e confiáveis dessa enigmática doença.

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Obesidade e Reprodução.

Flávia Ribeiro de Oliveira, Cláudia Navarro Carvalho Duarte Lemos.
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 750 / Publicado em 19/06/2012 - 08:22

A prevalência da obesidade continua aumentando em todo o mundo, afetando mulheres em idade reprodutiva. Numerosas comorbidades resultam do sobrepeso e da obesidade, inclusive infertilidade e complicações relacionadas à gestação. Esta revisão avalia a relação entre o excesso de peso (IMC>25 kg/m2), fertilidade feminina e gravidez, assim como a influência das intervenções para redução do peso corporal na melhora da fertilidade e do resultado obstétrico materno-fetal. Estudos recentes demonstram que a fertilidade é negativamente influenciada pela obesidade e sobrepeso em ambos os sexos. A obesidade em mulheres está relacionada à maior frequência de irregularidade menstrual, ciclos oligoanovulatórios e infertilidade. O excesso de peso na mulher também está associado a piores resultados no tratamento da infertilidade, maior taxa de abortamento e maior risco obstétrico. Vários fatores estão possivelmente envolvidos na interação entre obesidade e infertilidade: a modificação nos esteroides sexuais e nos metabólitos ovarianos, hiperandrogenismo, expressão gênica alterada, pior qualidade de oócitos e embriões e alterações no ambiente uterino. As estratégias para redução do peso, principalmente as baseadas em modificações do estilo de vida, favorecem a restabelecimento da fertilidade, assim como a melhora dos resultados dos tratamentos e a redução das complicações obstétricas.

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Tratamento das Ondas de Calor em Mulheres com Câncer de Mama.

Félix LMC, Aoki T, Lima SMRR
FEMINA Maio 2010 vol 38 nº 5
Número: 749 / Publicado em 19/06/2012 - 08:23

Os sintomas vasomotores constituem grande problema para as mulheres com antecedente de câncer de mama, principalmente as usuárias de tamoxifeno e as tratadas com quimioterapia. A terapia estrogênica, combinada com progesterona ou isolada, ainda é considerada o padrão-ouro no tratamento dos fogachos; porém, geralmente é contraindicada nesse grupo de pacientes devido aos seus efeitos adversos. Desse modo, as mulheres têm procurado, cada vez mais, tratamentos não-hormonais. Destacam-se, entre essas alternativas, as terapias comportamentais, os agentes farmacêuticos não-hormonais ou os fitoterápicos. Existe forte evidência a favor da terapia comportamental cognitiva e da atividade física, porém mais pesquisas são necessárias. Os agentes farmacológicos têm mostrado bons resultados, com destaque para os antidepressivos, a gabapentina e a clonidina. As isoflavonas possuem resultados conflitantes na literatura, assim como a Cimicifuga racemosa.

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17/06/2020
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